Paulo Hartmann Design

mobile

De 2005-2010 fui o curador responsável pelo programa do Mobilefest – Festival Internacional de Criatividade Móvel.

Através desta atividade trouxe para o debate sobre as possibilidades da mobilidade pesquisadores como: Alan Kay, Andy Baker, David Cavallo, Evgeny Morozov, Gabe Sawhney, Graham Brown-Martin, Heather A. Horst, Howard Rheingold, Jean-Noël Montagné, Jason Lewis, Jonah Brucker-Cohen, Kate Bauer, Kate Hartman, Kati London, Katrin Verclas, Lizbeth Goodman, Martin Owen, Max Schleser, Mimi Ito, Norene Leddy, Rob van Kranenburg, Rachel Jacobs, Ralph Simon, Sander Veenhof, Sara Diamond, entre outros.

Focado em trazer para o Brasil projetos de vanguarda tecnológica e buscando sempre ir além do exercício curatorial comecei a desenvolver projetos piloto de novas tecnologias da mobilidade.

Na área de geolocalização, desenvolvi em parceria como Waag Society uma experiência de sala de aula expandida, onde a cidade era utilizada como suporte para tarefas a serem realizadas numa gincana.

Com o apoio da Mondriaan Foundation, a Gincana Global foi desenvolvida em 2009 visando promover o intercâmbio cultural entre o Brasil e a Holanda. Em sua primeira fase constitui-se de uma gincana de geolocalização onde 12 estudantes puderam conhecer não somente conhecer um pouco mais sobre o patrimônio histórico da Avenida Paulista, mas também realizar tarefas sobre temas como: linguagem, entrevistas com transeuntes, etc.

Em sua segunda etapa, o grupo no Brasil de foi aumentado para 40 estudantes que criaram um roteiro geolocalizado para estudantes holandeses jogarem em Amsterdã, durante o festival PICNIC. Já os estudantes holandeses por sua vez, criaram uma gincana para ser jogada no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Através desta experiência pioneira em 2009, verifica-se que através dos recursos oferecidos pela geolocalização as fronteiras culturais e porque não geográficas são cada vez mais relativas.

Na área de moda, mais especificamente de no campo da tecnologia vestível pude trazer para o Brasil projetos pioneiros como OVU, um dispositivo vestível criado por Kate Bauer que permite detectar o período fertil, permitindo as mulheres realizar este monitoramento de maneira fácil e elegante. Levantando questões sobre a usabilidade das atuais termômetros da temperatura basal, que criam um clima não tão estimulante para casais, Ovu é um delicado bracelete, composto por um termômetro altamente sensível em seu interior, que capta  as mudanças na temperatura corporal basal de uma mulher.

Outro projeto pioneiro que tive a felicidade de trazer para país e chamar atenção das possibilidades que a tecnologia vestível possibilita foi o Aphrodite Project. Trata-se de sandálias munidas de GPS embutidos. O objetivo deste projeto foi criar um protótipo que pudesse ajudar no combate a violência sofrida por profissionais do sexo.

Inspirado pelo sistema APRS (Automatic Position Reporting System) que através de rádio amador transmite informações sobre posicionamento, boletins meteorológicos e mensagens entre os usuários. Gratuito e aberto ao público, e utilizado por policiais, bombeiros e outros trabalhadores de serviços públicos em todo o país para rastrear suas localizações.

 

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